A mais bela vitória

Preâmbulo: não se trata de um texto de moralismos ou de busca de pseudo-moralidades.

Mas esta é a mais bela vitória. Foi um 1994 com mais drama e tensão. Tinha tudo para correr mal (conforme eu observava no início do ano - que sapos tão saborosos!), e acabou a correr tudo bem.

Foi bonito do princípio ao fim. Enfrentámos o abismo para conquistar o glorioso salto para as novas conquistas. Quebrámos o recorde de pontos do campeonato, resistimos às mais duras provações que vi uma equipa vencer: das repetidas e pesadas derrotas contra o Sporting do nosso ex-treinador. Quando o céu parecia desabar na Madeira perante um paupérrimo União. Quando o Luisão, o Salvio, o Fejsa, o Julio Cesar ou o Gaitan encostavam à box com lesões irritantes. Daí saímos sempre mais fortes, vimos um carácter como nunca tinha visto numa equipa de futebol.

Quanto mais certa parecia a derrocada, mais corajosa e brava foi a reação. E hoje aqui estamos. Um tricampeonato 39 anos depois, conquistado por gente que, na sua maioria, é muito como nós. Com as suas elevadas competências específicas no que a futebol diz respeito, mas pessoas que gostaríamos de ter como amigos para comer uma bifana ou fazer uma churrascada ao fim de semana.

A equipa que mais sofreu, foi a que conquistou o direito de celebrar a mais bonita das vitórias. Do melhor que o Benfica já viu na sua imensa e inesgotável história. Este plantel e todos que com ele trabalham são, já hoje, imortais do Sport Lisboa e Benfica. Bem hajam!

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