Espanha no caminho do crescimento

PP e Ciudadanos firmaram um acordo que prevê um histórico pacto anti-corrupção e diversas medidas-bandeira como um complemento salarial para os mais pobres e investimentos na educação.

No entanto Espanha pode continuar sem governo, já que a abstenção do PSOE é necessária. Os socialistas, que rejeitam qualquer governo alternativo, rejeitam também o governo de PP e Ciudadanos. Mesmo que o PP tenha sido a única força política reforçada na repetição das eleições a 26 de Junho ou que o pacto PP-C's contenha 70% do conteúdo do anterior acordo C's-PSOE.

Provavelmente os nossos vizinhos irão de novo às urnas a 25 de Dezembro. Depois do povo ter aumentado a legitimidade eleitoral dos vencedores, o PSOE vai manter a negação de um governo com um forte e muito duro pacto anti-agressão (há até quem diga que isto é a demissão de Rajoy ao retardador, já que vai haver uma comissão de inquérito só sobre o PP) e a um governo que se compromete com medidas sociais que são mais ou menos unânimes da esquerda à direita.

Desta vez, não será apenas a negação de uma cara ou de um projeto difuso. Desta vez Espanha vai às urnas porque o PSOE rejeita um governo de regeneração e de redistribuição amplificada do valor que a economia cria.

Uma coisa é certa: Espanha vai continuar a crescer. Com governo de gestão e sem governantes ansiosos por meter o bedelho legislativo em tudo o que mexe na sociedade, o país continuará a criar 500 mil empregos por ano e a gerar importantes verbas para o Estado Social. Até nisto o PSOE é suicidário: manter em gestão um governo que, mal ou bem, será sempre visto como responsável pela pujança económica vigente.

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