Metro em tempo de Websummit

É o assunto do dia em Portugal, se descontarmos a própria websummit em si - a terrível prestação do Metro de Lisboa na resposta a um pico de afluência perfeitamente previsível.

A novidade aqui não é nenhuma - será quando muito a constatação de que o wishfull thinking das últimas semanas não passou disso mesmo. O metro apresentou-se como se tem apresentado todos os dias:

  • Frequências desajustadas daquilo que é a procura;
  • Dificuldades com bilhética.

A dificuldade com a bilhética é o toque de classe que qualquer país do terceiro mundo gosta de colocar na organização de um grande evento - vejam-se as Olimpíadas no Brasil. Já o problema das frequências resulta de uma falta de capital sem precedentes na operação do Metro da capital - curioso que agora não hajam sindicatos a bloquear circulação aspirando a um melhor serviço para os utentes.

Sim, o serviço é péssimo por estes dias, como tem sido quase sempre. Mas mesmo assim o Metro está com pessoas a trabalhar folgas e a adiar férias. O que acontecerá até ao fim do ano, em que este tipo de questões terão de ser compensadas com descanso? É a pergunta que o utilizador frequente deverá fazer no dia de hoje.

De resto o serviço não é muito melhor porque os recursos humanos não são a maior restrição - como as imobilizações de material continuam em alta, até se poderia ir chamar toda a gente a casa que a situação não melhoraria.

Tem sido bom para o défice mas para os serviços que os nossos impostos pagam parece que não vai nada. Importante é os funcionários do Estado andarem contentes... espero que continuem a gostar.

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